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Desaprovação ao governo Lula atinge 56%, aponta Quaest


Kimberly Caroline
| A avaliação negativa do governo Lula (PT) atingiu o maior índice desde o início do mandato, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (2). O levantamento mostra que 56% dos brasileiros desaprovam a gestão do presidente, sete pontos a mais do que em janeiro.

A taxa de aprovação caiu para 41%, o nível mais baixo desde janeiro de 2023. Outros 3% dos entrevistados não souberam ou não quiseram responder. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e entrevistou 2.004 pessoas entre os dias 27 e 31 de março, em todas as regiões do País. A pesquisa ouviu cidadãos com 16 anos ou mais.

O que explica a queda da aprovação do governo?

A pesquisa mostra que a avaliação positiva do governo encolheu em segmentos que antes eram considerados redutos favoráveis. Entre as mulheres e os brasileiros pardos, por exemplo, o presidente passou a ser mais reprovado do que aprovado.

Nos grupos de renda mais baixa, nos católicos e nos moradores do Nordeste, a aprovação empatou tecnicamente com a reprovação. Mesmo entre os que votaram em Lula em 2022, houve queda de apoio.

Na divisão por regiões, a avaliação mais desfavorável aparece no Sul, onde 64% desaprovam o governo. No Sudeste, a reprovação subiu para 60%. No Centro-Oeste e Norte, houve leve oscilação negativa, com 52% de desaprovação. No Nordeste, a avaliação está tecnicamente empatada: 52% aprovam e 46% desaprovam.

Entre os mais jovens (16 a 34 anos), 64% expressam insatisfação com o governo, um salto de 12 pontos em relação a janeiro. A aprovação nesse grupo caiu para 33%.

A população entre 35 e 59 anos apresenta um quadro equilibrado, com 54% de aprovação e 44% de reprovação. Já entre os mais velhos (60 anos ou mais), a divisão é parecida: 50% aprovam e 46% desaprovam.

No recorte por escolaridade, eleitores com ensino médio completo ou superior incompleto concentram a maior rejeição: 64% desaprovam a gestão. Já os que têm ensino superior completo registram 61% de reprovação. Entre os que têm baixa escolaridade, a aprovação ainda prevalece, mas caiu de 58% para 55%.

A renda familiar também influencia na percepção do governo. Entre os mais pobres (até 2 salários mínimos), houve empate técnico: 52% aprovam e 45% desaprovam. Entre os que ganham entre 2 e 5 salários, a desaprovação subiu para 61%. Já nas famílias com renda acima de 5 salários mínimos, a rejeição chegou a 64%.

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